O Brasil foi o único
país emergente em que
emissoras e indústrias de equipamentos financiaram parte dos testes de laboratório e de campo para comparar a eficiência técnica dos três padrões tecnológicos existentes para transmissão e recepção dos sinais.
Desde
1994, 17 emissoras de televisão e pouco mais de uma dezena de empresas interessadas criaram o grupo
SET/
Abert juntamente com a
Universidade Mackenzie passaram a pesquisar os três sistemas de transmissão de TV Digital:
o modelo
ATSC americano, o modelo
DVB europeu e o modelo
ISDB japonês.
Desde
1996,
Goiás é um dos estados diretamente empenhados na corrida tecnológica para a implementação da televisão digital.
O ano de 1996 também ficou marcado pela chegada da
DirecTV, primeiro sistema de TV digital no país, porém pago e inacessível à maioria da população.
No final daquele ano chegou a
SKY pra competir nesse mercado. Em
1998 foram iniciados os trabalhos do primeiro consórcio técnico com a Universidade Mackenzie, que resultou nos primeiros testes de laboratório e de campo que duraram seis meses: entre
agosto de
1999 e
março de
2000.
O
governo federal criou 22 consórcios técnicos envolvendo 106 universidades públicas e privadas brasileiras, institutos de pesquisa e empresas privadas.
Cerca de
R$60 milhões do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações foram aplicados para a criação de inovações brasileiras, incluindo o aperfeiçoamento de equipamentos e tecnologias e de softwares nacionais.
Em
2003 o Presidente
Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto n.º 4.901, que criou o
Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre, ou SBTVD, e o Comitê de Desenvolvimento, responsável pela sua implementação.
Após o término da primeira fase de estudos em
2006, o presidente
Lula assinou o decreto de n.º 5.820 que criou Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre, responsável por padronizar e harmonizar as tecnologias nacionais, desenvolvidas pelas universidades e centros de pesquisas brasileiros, com a tecnologia da
ARIB (Association of Radio Industries and Businesses) do Japão e outras.
Modelos, sistemas e padrões de TV digital para o Brasil
Para compreender alguns dos impactos
sociais,
culturais,
políticos,
econômicos e
tecnológicos é importante diferenciar alguns pontos:
O modelo de televisão digital incorpora a visão de longo prazo e o conjunto de políticas públicas. O modelo deve articular todas as iniciativas, atividades e ações relacionadas à questão.
O modelo define as condições de contorno para o estabelecimento do sistema e respectiva definição do padrão.
O sistema de televisão digital é o conjunto de toda a infraestrutura e atores (concessionárias, redes, produtoras, empresas de serviços,
ONGs, indústrias de conteúdo e de eletroeletrônicos).
O padrão de televisão digital é o conjunto de definições e especificações técnicas necessárias para a correta implementação e implantação do sistema a partir do modelo definido.
Atualmente existem diferentes modelos, sistemas e padrões de TV Digital no mundo. No Brasil, a definição final do padrão adotado dependeu da harmonização de um modelo (arcabouço legal e institucional) e de diferentes sistemas (tecnologias de software e hardware).
A
legislação brasileira foi bastante flexível com relação a portabilidade da televisão digital no Brasil, permitindo a sua utilização nos mais variados dispositivos.